Conferências UNICNEC, XIV Mostra Integrada de Iniciação Científica

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Inclusão de alunos surdos na rede municipal de Capão da Canoa: implementação do projeto “Libras na EMEF Jorge Dariva”
Ingrid Ertel Stürmer Ingrassia, Lidiane Matos Ferreira, Greice da Silva Ferreira, Katielle Fernanda Rodrigues, Viviani Oliveira de Souza

Última alteração: 2025-07-15

Resumo


Em 2024 iniciamos, em uma escola de ensino fundamental da rede municipal de  Capão da Canoa, o projeto “Libras na Escola”. Libras é a Língua Brasileira de Sinais. Este projeto visa o convívio entre os alunos surdos e deficientes auditivos e a disseminação da língua de sinais entre todos os estudantes e comunidade escolar. Antes do projeto acontecer os alunos surdos já tinham acompanhamento de educadora especial em sala de aula nos anos anteriores, no entanto, os alunos e profissionais estavam em escolas diferentes, o que inviabilizava alguns avanços.  Acreditamos que, para a inclusão do aluno surdo, é necessário um projeto maior, ou seja, não apenas o trabalho com o aluno e a turma, mas, também, com toda escola de forma gradativa. Neste sentido, entende-se que apenas matricular crianças surdas e oferecer a tradução e interpretação da Libras não configura inclusão. Atualmente, são 5 alunos surdos matriculados no ensino fundamental nas turmas de 2º, 4º 6º e 7º anos. No próximo ano mais alunos estarão ingressando da educação infantil. O projeto vem possibilitando: todos alunos surdos têm o acompanhamento de educadora especial da área da Libras em sala juntamente com o professor da turma; há uma sala específica para o atendimento educacional especializado (AEE) para os alunos surdos e este ocorre em grupo em um período maior; construção de materiais em Libras para uso em sala de aula e AEE; momentos de ensino de Libras para as turmas destes alunos além da interação diária nesta língua; ensaios dos hinos e apresentações em Libras; esporadicamente, ida a algumas turmas para o ensino da Libras; algumas das reuniões pedagógicas dedicadas à formação dos professores da escola; identificação em Libras de todos os espaços da escola; criação de um canal no YouTube com publicação semanal de vídeo; publicação de vídeos no Instagram da escola. Felizmente, através das iniciativas acima, já temos verificado os seguintes resultados: colaboração e trocas entre as educadoras especiais; maior participação e aceitação dos pais no que se refere ao aprendizado da língua de sinais pelos filhos; construção da identidade surda e, consequentemente, maior autoestima, autoconfiança e sentimento de pertencimento; interação em Libras entre os alunos surdos e os colegas da turma; curiosidade e interesse dos demais alunos da escola; professores mais interessados e dispostos a adaptar suas aulas e materiais. Infelizmente, faltou carga horária das profissionais para desenvolvermos mais iniciativas, mas acreditamos que as seguintes ações são possíveis e necessárias, nos próximos anos, para uma educação de qualidade dos nossos alunos surdos: maior colaboração na antecipação do planejamento dos professores para as educadoras; ensino de língua de sinais para todas as turmas da escola (por exemplo, momentos de ensino no horário de aula e/ou oficinas no contraturno); curso de Libras para os professores, funcionários e pais; nossa sala de recursos mais equipada; atendimento no AEE mais dias na semana; professor surdo atuando no projeto; que a escola se torne, gradativamente, bilíngue (Libras/ Língua Portuguesa).

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