Conferências UNICNEC, XV Mostra Integrada de Iniciação Científica

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Os efeitos da terapia assistida por cavalos nos desfechos funcionais e qualidade de vida em indivíduos com Transtorno do Espectro Autista: Revisão Integrativa
JOSUÉ ROSANO NASCENTE DOS SANTOS, Larissa Link, Bruna Matos, Cristiano Avello

Última alteração: 2026-04-14

Resumo


Este estudo apresenta uma revisão integrativa sobre os efeitos da terapia

assistida por cavalos (equoterapia/hipoterapia) nos desfechos funcionais e na

qualidade de vida de indivíduos com Transtorno do Espectro Autista. O TEA é um

distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por déficits na comunicação,

interação social e padrões comportamentais repetitivos, impactando de forma

expressiva a funcionalidade e a qualidade de vida dos acometidos. Entre as

abordagens terapêuticas complementares ao tratamento convencional, a

equoterapia se destaca por utilizar o movimento tridimensional do cavalo para

estimular os sistemas sensorial, motor e emocional, favorecendo ganhos motores,

proprioceptivos e vestibulares. A pesquisa foi realizada entre março e maio de

2025 nas bases PubMed, ScienceDirect, PEDro, LILACS e ERIC, com os

descritores “autism spectrum disorder” e “equine-assisted therapy”, aplicando

filtros para textos completos publicados a partir de 2020. Foram incluídos estudos

clínicos diretamente relacionados ao tema e excluídos artigos sem acesso integral

ou que não contemplassem a proposta. Quatro estudos atenderam aos critérios

de inclusão, envolvendo principalmente crianças entre 5 e 13 anos. Os resultados

revelaram benefícios significativos da equoterapia, tais como melhora da marcha

e do controle motor, aumento das habilidades de comunicação e interação social,

desenvolvimento de habilidades motoras grossas, avanços em autorregulação e

redução de sintomas de hiperatividade. Observou-se ainda que a interação com o

cavalo, mediada por profissionais capacitados, se configura como recurso lúdico e

motivador, potencializando o engajamento e a evolução funcional dos

participantes. Entretanto, os estudos apresentaram limitações metodológicas,

como amostras reduzidas, ausência de padronização de variáveis clínicas (tônus,

equilíbrio, controle postural, qualidade de vida) e falta de instrumentos validados

para mensuração dos resultados. Esses achados reforçam o potencial

multissensorial da equoterapia como intervenção complementar à fisioterapia

tradicional, sobretudo por simular padrões tridimensionais da marcha humana e

estimular sistemas proprioceptivos e vestibulares. Conclui-se que, apesar da

necessidade de estudos com maior robustez científica, os dados disponíveis são

promissores e indicam que a terapia assistida por equinos contribui para

melhorias funcionais e comportamentais relevantes, configurando-se como uma

estratégia terapêutica valiosa para o cuidado de crianças com TEA e fortalecendo

seu papel dentro das práticas fisioterapêuticas baseadas em evidências.



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