Conferências UNICNEC, XV Mostra Integrada de Iniciação Científica

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Direitos Humanos e práticas inclusivas na sociedade
Eduardo Rangel Ingrassia, Pedro Shiwa

Última alteração: 2026-04-14

Resumo


O presente estudo tem como objetivo compreender percepções sociais acerca da importância da garantia dos Direitos Humanos e da efetividade de práticas inclusivas em diferentes contextos. A pesquisa parte da premissa de que os Direitos Humanos constituem um conjunto de princípios universais que asseguram a dignidade, a igualdade e a cidadania, sendo, portanto, indispensáveis para a construção de uma sociedade justa e democrática. Nesse sentido, buscou-se analisar, a partir da escuta de diferentes sujeitos, quais barreiras ainda persistem para a inclusão social e quais iniciativas têm se mostrado relevantes na promoção da equidade. O objetivo central consistiu em identificar a relevância atribuída pelos participantes à garantia dos Direitos Humanos, mapear experiências de exclusão ou discriminação, reconhecer barreiras para a inclusão de grupos vulneráveis e registrar práticas inclusivas vivenciadas ou observadas em suas comunidades. O estudo também se propôs a oferecer subsídios para a reflexão acadêmica e social sobre a necessidade de consolidar políticas públicas eficazes e estratégias educativas voltadas à inclusão. A fundamentação teórica apoia-se em autores como Paulo Freire (1996), que destaca a centralidade da educação dialógica na promoção da emancipação humana; Norberto Bobbio (1992), que discute os Direitos Humanos como uma conquista histórica em constante processo de efetivação; e Boaventura de Sousa Santos (2007), que problematiza a democratização do acesso a direitos em sociedades marcadas por desigualdades. Além disso, estudos contemporâneos sobre inclusão e diversidade (Candau, 2016; Zerbato, 2018) fundamentam a análise das práticas relatadas. Metodologicamente, adotou-se uma abordagem qualitativa, por meio da aplicação de um formulário on-line estruturado com questões abertas e fechadas, permitindo a coleta de dados descritivos. A amostra foi composta por respondentes de diferentes faixas etárias, gêneros, condições socioeconômicas e locais de moradia. A análise baseou-se na interpretação das narrativas apresentadas, considerando categorias como percepção sobre Direitos Humanos, experiências de discriminação, barreiras inclusivas e práticas positivas. Os resultados indicam que os participantes reconhecem os Direitos Humanos como fundamentais para assegurar dignidade e igualdade de oportunidades, enfatizando a necessidade de sensibilização coletiva e de políticas públicas eficazes. Parte dos respondentes relatou vivências de exclusão ou discriminação, sobretudo ligadas ao preconceito, enquanto outros afirmaram não ter presenciado tais situações. Entre as principais barreiras destacadas, emergem o preconceito social, a falta de acessibilidade e a ineficácia das políticas públicas, o que reafirma a urgência de investimentos em educação inclusiva e em mecanismos institucionais de combate às desigualdades. Quanto às iniciativas positivas, foram citadas experiências educacionais e comunitárias voltadas à promoção da diversidade e à superação de estigmas. O estudo aponta que, embora haja avanços, a efetivação plena dos Direitos Humanos ainda enfrenta desafios significativos. A pesquisa evidencia a importância de fortalecer a educação em Direitos Humanos, promover práticas inclusivas nas instituições e intensificar a participação social na construção de uma cultura de respeito e equidade. Assim, reafirma-se que a inclusão não deve ser compreendida apenas como um direito formal, mas como um compromisso ético e político com a dignidade de todos os sujeitos.

Palavras-chave: Direitos Humanos; Inclusão; Práticas Inclusivas; Políticas Públicas; Equidade.


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